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Eu com Javé

sábado, 23 de janeiro de 2010

Isso é Preconceito ou Ignorância?

infancia_paratiense Estava assistindo o programa Grande Encontro da Convenção Batista Baiana, por sinal foi muito bom (o pastor fez uma reflexão que me deixou de queixo caído em um texto que eu achava que conhecia de cór) que acabou a pouco tempo dando lugar a outro programa “cristão” (entre aspas mesmo) nem vou dizer qual… Bem o fato é que em sua pregação o “pastor” (também entre aspas) estava fazendo um preleção sobre sacrifícios, fez até uma leitura agradável, mas como sempre eles têm que falar besteira, o “pastor” inventou de fazer uma análise da palavra Moloque (ou Moloch, como queira, é o mesmo deus, com letra minuscula mesmo, rsrsrs).

 

Moloque é o nome de um antigo deus adorado pelos povos presentes na península arábica, na região do Oriente Médio. Segundo as escrituras os povos Estátua do deus Moloqueamorreus por volta de 1900 a.C. adoravam a Moloque. Nos rituais de adoração havia atos sexuais e sacrifícios de crianças. Estas eram jogadas em uma cavidade da estátua de Moloque, onde havia fogo consumindo assim a criança viva. Ele era, ao mesmo tempo, um fogo purificador, destruidor e consumidor. Moloque tinha um corpo humano com a cabeça de boi ou leão, no seu ventre havia uma cavidade em que o fogo era aceso para consumir sacrifícios. Muitos povos adoravam a Moloque porém com o fortalecimento do povo Hebreu e de outros reinos, estes povos foram desaparecendo, deixando o costume de adoração a Moloque. Pelas ordens de Deus dadas ao povo hebreu através de Moisés, era proibido, expressamente, a adoração a Moloque, bem como também o sacrifício de crianças a ele, sendo este severamente punido (Lv 20,2-5). Moloque era conhecido também como Malcã.

 

Com certeza esta pesquiza o “pastor” não se preocupou em fazer, pois ele estava relacionando a palavra Moloque, que vem do oriente, com a palavra Moleque que por sua fez é originária de regiões da Angola.

moleque (1) Moleque é uma palavra da língua portuguesa vem do Quimbundo "muleke", que significa menino, rapazote, menino de pouca idade. Originalmente era usado apenas em referência à criança negra, ao negrinho. Hoje já não se reconhece mais este significado. Durante a escravidão, tratar um branco por "moleque" era uma grande ofensa, uma vez que este termo referia-se sempre ao escravo. Atualmente, além de indicar qualquer garoto (às vezes, utilizado para designar a criança levada, travessa, seja ele branca ou negra), também pode ser utilizado (quando em relação a um adulto) para designar um individuo sem vergonha, sem palavra, sem responsabilidade, cujas atitudes são iguais a de uma criança. O Quimbundo é uma das línguas bantas mais faladas no noroeste de Angola, emprestando muitos termos tanto para Portugal quanto para o Brasil.

 

Querendo perpetuar a ignorância e o preconceito o “pastor” disse a uma igreja lotada de fieis e a uma programação em rede nacional que Moleque quer dizer demônio e que não permita seus filhos assim serem chamados, pois estarão os amaldiçoando. E a minha pergunta é:

 O que é isto? Preconceito ou Ignorância?

 Meu Deus, perdoa os teus ministros (isso é se eles forem teus mesmo), pois eles não falam o que tu pede…

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

A&A – Anima e Animus – Cap 1. Futuro – parte 2

Índice

A&A – Notas Introdutórias

A&A – Prológo

Capítulo 1 – Futuro – 1ª Parte

Futuro – 2ª Parte

montanha-russa

- Mano!

 

- Sim!?

 

- Lembra daquele curta que assistimos ontem?

 

- Sim! Adoro Calvin e Haroldo…

 

- Eu gostaria de lembrar…

 

- Lembrar do que? Do filme? Tá ficando retardada é?

 

- Chato! Lembrar de como era ser criança… Tudo era simples…

 

- Já terminou o seu lanche?

 

- Sim! Vamos sair daqui!

 

- Venha, vamos ao parque.

 

- Qual?

 

- Aquele aqui perto, que abriu tem poucos dias… Vem! Vamos à montanha-russa… Sabe eu tenho um certo fascínio por ela! Me lembra a idéia de Eterno Retorno, a vida cheia de altos e baixos, tensão e reação, medo, preocupação, alegria, dor, calor, diversão, alívio e tantas sensações e emoções, mas sempre retorna ao ponto de partida para então começar tudo de novo…

 

- Demorou para chegar a filosofia! Você e Nietzsche de novo… Esta idéia de eterno retorno me dá é medo, eu aqui toda preocupada em decidir algo que fará diferença em todo meu futuro e você me vem com a idéia de que a vida é uma mera repetição? Lembra o que ele falou?

"E se um dia ou uma noite um demônio se esgueirasse em tua mais solitária solidão e te dissesse: "Esta vida, assim como tu vives agora e como a viveste, terás de vivê-la ainda uma vez e ainda inúmeras vezes: e não haverá nela nada de novo, cada dor e cada prazer e cada pensamento e suspiro e tudo o que há de indivisivelmente pequeno e de grande em tua vida há de te retornar, e tudo na mesma ordem e sequência - e do mesmo modo esta aranha e este luar entre as árvores, e do mesmo modo este instante e eu próprio. A eterna ampulheta da existência será sempre virada outra vez - e tu com ela, poeirinha da poeira!". Não te lançarias ao chão e rangerias os dentes e amaldiçoarias o demônio que te falasses assim? Ou viveste alguma vez um instante descomunal, em que lhe responderías: "Tu és um deus e nunca ouvi nada mais divino!" Se esse pensamento adquirisse poder sobre ti, assim como tu és, ele te transformaria e talvez te triturasse: a pergunta diante de tudo e de cada coisa: "Quero isto ainda uma vez e inúmeras vezes?" pesaria como o mais pesado dos pesos sobre o teu agir! Ou, então, como terias de ficar de bem contigo e mesmo com a vida, para não desejar nada mais do que essa última, eterna confirmação e chancela?"

Não me surpreende que morreu pensando nisso sem chegar a ponto nenhum, até para ele a idéia era assustadora, tanto que ele diz que o portador desta é um demônio que a trouxe. É necessário que se ame muito a vida para conceber esta idéia.

 

- Pois bem minha irmã! Amor fati.

A&A

Naquela tarde meu irmão me distraiu das minhas exageradas preocupações, conduziu-me também a profundas reflexões, odeio aquele sabe tudo cheio de razão, rsrsrs, bem apesar de ser inconcebível para mim uma idéia que descredite ou não considere o livre-arbítrio, a idéia de que de alguma forma as coisas se repetem, me fez parar e observar melhor meu presente, analisando o meu passado e assim enfim com a mente mais clara decidi o meu futuro, afinal esta decição talvez eu já havia tomado em algum tempo de alguma forma.

"Não querer nada de diferente do que é, nem no futuro, nem no passado, nem por toda a eternidade. Não só suportar o que é necessário, mas amá-lo". "Quero cada vez mais aprender a ver como belo aquilo que é necessário nas coisas: - assim me tornarei um daqueles que fazem belas as coisas”. “Amor fati (amor ao destino): seja este, doravante, o meu amor." Não quero fazer guerra ao que é feio. Não quero acusar, não quero nem mesmo acusar os acusadores. Que minha única negação seja ‘desviar o olhar’! E, tudo somado e em suma: quero ser, algum dia apenas alguém que diz sim."

 

Continua…

A&A

NOTAS: Notem que no meio do texto existem links, bem fiz isso para facilitar a pesquisa caso se interessem pelo assunto… Beijos…

1 – As citações são de Gaia Ciência e outras obras de Nietzsche.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Les Cookies Ont Disparu!!!

sábado, 16 de janeiro de 2010

A&A – Anima e Animus – Cap 1. Futuro - parte 1

“Hekima Sofia era uma mãe dedicada, largou sua carreira de professora de filosofia na universidade federal para cuidar da infância dos filhos. Dedicou todas as forças ao cuidado materno e o tempo que lhe restava escrevia livros, o que lhe garantiu fama e um rápido retorno ao seu cargo quando decidiu que seus filhos não necessitavam mais de tanto tempo. Não pensem que minha mãe nos culpava por ter largado a sua carreira para cuidar de nós. Na verdade ela aproveitou cada segundo conosco, nos ensinava filosofia de uma forma divertida e simples e aprendia conosco, quando ela voltou a lecionar mudou de quantidade de tempo conosco para qualidade de tempo. Realmente posso dizer que tenho a mãe mais dedicada do mundo e por isso decidi entrar na faculdade e cursar filosofia, quero seguir a carreira de minha mãe e realizar os sonhos dela, se por acaso ela não concluir algum.”

 

- Bem Taiki. Acho muito bonito tudo isso que você me contou, mas a escolha de uma carreira deve levar em consideração muito mais do que isso. Você deve atentar primeiro para seu gosto pessoal, segundo você é motivado por pessoas ou por atividades? Terceiro, devemos ter nossos próprios projetos, nossos próprios sonhos. Acredito que você deva reavaliar as suas motivações, mas entenda, não estou te desencorajando, ok? – disse a orientadora vocacional do cursinho pré-vestibular que Taiki Anima e Rabies Animus frequentam. – Pessoal por hoje nosso tempo acabou. Rabies amanhã é a sua vez, gostaria que você nos falasse um pouco sobre a carreira do seu pai, Yoi Sofia, e o que você pretende para o seu futuro. ok?

 

Rabies respondeu apenas com um aceno de cabeça, despediu-se de seu irmão e caminhou, sem contar-lhe para onde ia. – É mulher, está chegando a hora de decidir sobre o seu futuro – falou consigo mesma – Eu sei que tenho um potencial de liderança, não sou muito paciente com as pessoas e não me interesso pelos seus problemas, realmente eu gosto do curso de recursos humanos, mas não me vejo lidando com pessoas minha vida inteira, meu teste vocacional deu mais de 10 potenciais dons e 4 áreas profissionais diferentes, isso não ajuda muito.

 

Quando tinha decisões importantes a tomar Rabies costumava puxar o freio de mão, ou seja, se tornava quase o oposto do que realmente era, ficava lenta nas ações, caseira, uma pessoa taciturna e logicamente todos percebiam que ela estava com problemas e queriam ajudá-la, o que realmente a incomodava, mas também se ninguém se importasse ela realmente ficava deprimida. Sem perceber Rabies estava na porta do shopping, estava lotado, uma grande confusão de gente indo e vindo de e para todas as direções, todas muito apressadas, pareciam fazer coisas importantes e isso acalmou a ansiedade de Rabies entrou e começou a andar sem ter exatamente o que fazer, resolveu almoçar, foi ao Bob’s escolheu o que iria comer e sentou-se na praça de alimentação, poucos minutos depois surpreende-se com a chegada de seu irmão e uma bandeja de lanches do Giraffas, um largo e doce sorriso que a fazia sentir-se bem e lhe causava uma raiva que ela não sabia exatamente porque.

 

- Oi, mana!

 

- Oi, Taiki! Você por um acaso estava me seguindo?

 

- Sim, eu estava!

 

- Por quê? Posso saber?

 

- Por quê eu sei qual o seu problema!

 

- Pois não tenho problema algum…

 

- Bem, não é o que parece. Eu te conheço, somos gêmeos esqueceu? E pode parar com os ataques grosseiros, pois eles não vão funcionar.

 

- Aff, odeio ter um irmão gêmeo. Principalmente um sabe tudo!

 

- Também te amo, minha irmã querida.

 

- Eu realmente odeio como este seu sorriso irritante tem efeito sobre mim…

 

 

 

Continua…

 

A&A

NOTAS: Este conto é na verdade uma novela em forma de conto, nem sei se isso existe, mas não é necessariamente uma novela e nem propriamente um conto, bem um Conto/novela então, pretendo terminá-lo em dezembro, acompanhem e comentem por favor!…

 

1 – Hekima: Palavra suaíle que significa Sabedoria.

2 – Yoi: Palavra japonesa que significa Bom.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

A&A – Anima e Animus – Prólogo

Seletsbruk_paraiso

 

- “Paraíso!

 

Muitos colocam suas vidas na mão de uma divindade esperando receber em troca um passe que lhe permita deixar – esquecer - as dores da vida, as preocupações, as afrontas do OUTRO e guerrilhas internas com o próprio EU. Não enxergam que esta dinvidade não espera deles que se divinissem, mas se fez homem para ensiná-los a se humanizar.

 

Vivem projetando-se para um futuro utópico e esquecem de viver o presente, professam adorar a um Deus, mas não hesitam em massacrar, em humilhar o próximo por quem esse Deus se deu. Deus que por sinal eu amo! Mas não consigo entender por que os que dizem o seguir são tão hipócritas… E blá, blá, blá…”

 

- DEVOLVA!!! – gritou Taiki para sua irmã.

 

- Venha buscar Taiki Anima Sofia… Afinal porque você escreve diários? – Rabies Animus Sofia provocou o seu irmão gêmeo. – Nem eu que sou menina faço essas coisas…

 

- Me devolva! – em um salto Taiki toma sua agenda das mãos de sua irmã – E saia do meu quarto, você sabe que isso não é um diário…

 

Rabies com um sorriso triunfante solta beijinhos e retorna ao seu quarto… Taiki coloca sua agenda em uma pequena mochila e decide sair de casa, escolhe então o parque para escrever suas deduções sobre a vida. Taiki e sua irmã gêmea, obviamente, tinham 17 anos e já estavam formados no 2º grau. Ambos estudam em um cursinho pré-vestibular, Taiki dedicasse ainda a dança, teatro, desenho e filosofia, enquanto Rabies estuda recursos humanos e pratica volei, Muai Tai e outros esportes radicais, apesar de gêmeos são totalmente opostos, enquanto um é pacífico, dado as artes, sensível e sincero, o outro é manipulador, inpulsivo, ditador e imediatista.

 

O lazer principal de Taiki é a filosofia e a poesia, adora escrever, Rabies diverte-se fazendo que os outros sigam suas vontades. O Senhor e a Senhora Sofia são exemplos de pais, dedicam tempo a seus filhos e durante toda a infância deles foram ótimos construtores de memórias e de caráter, mas o fim da adolescencia é um período de escolhas. Onde começamos a vislumbrar e ilusionar também, a tão querida liberdade.

 

Sentado no Parque do Sol olhando os patos e os gansos no lago Taiki deixa sua mente divagar, e mais uma vez naquele dia sua mente tenta alcançar Quem é Deus e onde ele está.

“Vede que grande amor o Pai nos tem concedido, o de sermos chamados filhos de Deus, o que realmente somos. Por isso o mundo não nos conhece, porque não o conheceu.”

Havia lido estas palavras em um panfleto evangelístico, mas não havia compreendido a mensagem, sentiu-se frustado, pois o homem bem arrumado entregou-lhe o papel e de forma tão brusca como foi a abordagem se afastou sem ao menos pensar em lhe ajudar na compreensão.

 

- Realmente não entendo estes cristão! – Exclamou Taiki antes de cochilar a beira do lago.

 

Continua…

 

A&A

NOTAS: Este conto não tem grandes pretenções, é apenas o meu lazer, portanto dou-me o direito de utilizar textos da Wikipédia para explicar teoremas complexos e que exigiriam mais cuidado. Escolhi a Wiki justamente por estar simplificada e também porque quando copio os links já vem no texto… Se quiser saber mais sobre o assunto pode começar a pesquisar por Freud e Jung, o tema é Psicologia Analítica. Boa Sorte…

 

1 – Taiki: Palavra japonesa que significa Pacífico e Anima referesse a sizígia.

2 – Rabies: Palavra suaíle que significa Raiva e Animus referesse a sizígia.

3 – Sofia: Palavra grega se não me engano e significa Sabedoria.

4 – Sigízia: Em Oceanografia marés de sizígia são as que ocorrem nas luas nova e cheia, quando os efeitos lunares e solares reforçam uns aos outros, produzindo as maiores marés altas e as menores marés baixas. Em Psicologia, sizígia, ou o arquétipo da alteridade, segundo Carl Jung e Carlos Byington, se refere aos opostos masculino-feminino na psique. Segundo a psicologia analítica, trata-se da personificação de uma produção espontânea do inconsciente. Como é inconsciente, esse arquétipo caracteriza-se pela sua autonomia em relação ao ego, produzindo fenômenos problemáticos, tanto no âmbito do relacionamento com o sexo oposto, quanto na intimidade do indivíduo. Nos sonhos de um homem, por exemplo, a anima pode surgir como uma mulher desconhecida. O mesmo dando-se com uma sonhadora com o seu animus. A relação do sonhador com o arquétipo da alteridade indica como está o relacionamento do sonhador com o seu oposto complementar. No Gnosticismo, especialmente no Valentianismo, sizígia denota um par ativo-passivo de eons complementares; em sua totalidade eles configuram o domínio divino da Pleroma e caracterizam em si os diversos aspectos do deus gnóstico. (Wikipédia)

“Anima e Animus”

Senti uma vontade de explorar alguns aspectos da psicologia, uma das minhas paixões, e um aspecto que julgo ter total relacionamento com este blog são os conceitos de Anima e Animus:

 

Anima e Animus, na Psicologia Analítica de Carl Gustav Jung, são aspectos inconscientes de um indivíduo, opostos à persona, ou aspecto consciente da Personalidade. O inconsciente do homem encontra expressão como uma personalidade interior feminina: a Anima; No inconsciente da mulher, esse aspecto é expresso como uma personalidade interna masculina: o Animus.

(Wikipédia)

Portanto entendam que Anima é HOMEM por fora e mulher por dentro e Animus é MULHER por fora e homem por dentro. Este post não é um ensaio psicológico mais o início de um conto com estas duas personalidades analisadas em seu extremo e resignificadas como dois personagens. Um prévio esclarecimento, não é yaoi, não terá slash, nem lemon, e os personagens não são homossexuais, nem bissexuais, nem transgeneros, ou qualquer outra letra das milhares de siglas, eles são irmãos gêmeos e heteros.

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