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Eu com Javé

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Des-formar – Tirar da Forma

“E viu Deus tudo quanto tinha feito, e eis que era muito bom…”

(Gênesis 1. 31)

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            “DES” indica separação, transformação, intensidade, ação contrária, negação, privação. Estive pensando sobre a “FORMA”, nós somos feitura de Deus recebemos na criação a forma do humano, nos foi dito para ser humano e viu Deus que era bom.

 

 

          A forma “BOM” que Deus deu a sua criatura não indica que ao homem foi dada a qualidade de bom, mas de suficiente. Não é necessário ao homem nada além do que Deus dá. Qualquer outra coisa des-forma, tira da forma. Há homens que querem colocar a sua forma no outro, de-forma o ser humano criado por Deus que se entende em liberdade.

 

          Há homens que por rebeldia, ou por não saber lidar com sua liberdade, a-forma a proposta do ser humano, ou segue deformando-se e ao outro. Usam do legalismo para impor o in-forma-vel. Mas se há asas sempre terá a forma de voar.

 

          Há homens que querem abolir a forma, anti-forma. Entendam! O problema matriz não é a forma, pois a forma inicial garante liberdade, garante mispat (direitos, aquilo que é legal), tsdaká (justiça, aquilo que equilibra), garante o shalom, a paz, a dignidade do ser. O que diverge destes princípios que deixa a vida e o homem sem-forma.

 

bebado-banco

 

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

A-prender – Não Prender

Então disse o Senhor Deus: O homem agora Se Tornou como um de Nós, conhecendo o bem e o mal… (Gênesis 3. 22)

           Já observou a formação da palavra aprender? Alguma vez você já observou como se forma uma palavra? Já pensou nisso? Gosto de brincar com palavras, sou metido a poeteiro, fazedor de poema. O que mais gostei de aprender na escola foi a tal da licença poética. Liberdade! Não me prender a regras, a-prender, não prender, sentidos, me divertir com as palavras.

 

           Por isso perguntei se você já observou a construção da palavra aprender, fiquei me perguntando por que tem um “A” na frente de “PRENDER”, dado que “A” é prefixo de negação. Acredito que aprender é saber ensinar. Aprender é reproduzir sentido. Dar base para formação do outro. Dependência recíproca!

 

           Já disseram que o homem é um animal social, criado para viver em bando. O marginal, o que anda pelas margens, não é feitura de Deus é opressão do outro homem, pecado da omissão, pois até aquilo que Deus nos deu para diferenciar dos outros animais, a capacidade de aprender, já nos indica não egoísmo e sim solidariedade!

 

sábado, 10 de julho de 2010

12 razões para votar em Marina Silva - 43

AQUI ESTÃO 12 RAZÕES PARA VOCÊ USAR QUANDO PRECISAR EXPLICAR RAPIDAMENTE POR QUE VOTAR EM MARINA SILVA.

     

  • Tem causa

    A causa de Marina Silva é a causa do planeta, da qualidade de vida tanto hoje quanto no futuro. É a nossa causa, dos nossos filhos, dos nossos netos, de toda a nossa descendência.

  • Quer desenvolvimento sustentável
    Marina Silva está em sintonia com os desafios do século 21. Ajudará o Brasil crescer, mas sabe que o crescimento é só uma ferramenta para que o país atinja o desenvolvimento econômico, social, ambiental e cultural, o verdadeiro desenvolvimento sustentável.
  • Conhece a pobreza
    Marina é Silva. Como a maioria das gentes no Brasil, nasceu pobre. Com força de vontade, com escola e com a ajuda de pessoas boas, superou tudo.
  • Valoriza a educação
    Alfabetizada aos 16 anos, tornou-se professora, vereadora, deputada estadual, senadora e ministra.Sabe da importância da educação. Seu projeto transformará o Brasil num país do conhecimento.
  • Dará oportunidades para todos
    Marina Silva oferece ao país a terceira geração dos programas sociais, com a capacitação e a inserção dos beneficiados no mercado de trabalho, de acordo com os potenciais de cada família.
  • É verde
    Marina Silva alia visão da qualidade de vida com a necessidade da preservação ambiental. É uma das 50 personalidades que podem salvar o planeta, de acordo com o jornal britânico The Guardian.
  • Tem capacidade de gestão
    Tranquila, mas firme, Marina Silva possui enorme competência. Foi sob sua batuta no governo Lula que o país diminuiu de forma drástica o desmatamento na Amazônia. O Brasil não precisa de gerente. Precisa de uma líder com visão de futuro, como Marina Silva.
  • Tem equipe
    Desde seu primeiro cargo, Marina Silva sempre se cercou de pessoas inteligentes, modernas e eficientes. É um imã de pessoas honestas e boas.Marina atrai competências.
  • Nova forma de governo
    Marina Silva não governa com apaniguados nem sob a influência das indicações políticas. Sabe ouvir, governa com a ajuda de especialistas, de técnicos. Pretende unir no governo o lado bom de cada administração pública.
  • É sucessora
    Marina Silva integra os avanços dos governos FHC e Lula.É o passo adiante para superar as deficiências que persistem no país.Não é uma opositora, que rejeita tudo, nem uma continuadora, que vê tudo positivo.É uma sucessora.
  • Combate ao desperdício
    Marina Silva tem história para combater a corrupção, para acabar com o loteamento dos órgãos públicos, para acabar com o desperdício do dinheiro público, do capital humano, das oportunidades, dos recursos naturais.
  • É mulher
    Marina Silva está em sintonia com o século 21. Ela acolhe e estimula o diálogo. É um novo modelo de liderança, que integra razão e emoção. Será a primeira mulher a cuidar do Brasil.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Nexo, Desconexo… Conexo!!!

50 anos do Seminário Teológico Batista do Nordeste

Crônica de Louvor

20

Estive pensando sobre o conceito de história e dentre as várias facetas, concordâncias e discordâncias, percebi que estou vivento um momento único. Meu segundo ano como seminarista - e possível teólogo - compreende o 50º ano de existência da instituição que subsidia a minha formação. Não consigo perceber a minha exiguidade diante de 50 anos de história. O que eu posso falar de algo que vibra, pensa e faz pensar a dois anos a mais que o dobro que tenho existido?

Começarei aqui apenas alguns textos descontinuados - na questão temporal - com a intenção de contar como é a vida de um seminarista. No próximo dia 12 (Julho) estarei começando o 4º Semestre, já possuo algumas histórias para contar sobre o mover de Deus através deste precário vaso e a cada dia que passa cresce em mim uma sede por conhecer e continuar a conhecer este Senhor. Este que espera uma relação de profundidade comigo, uma relação de amizade.

Como dito, meu irmão e minha irmã, não encontrará aqui uma ordem cronológica dos acontecimentos, mas uma tentativa de expor uma fiel visão teológica da vida no seminário. Para tanto gostaria de explicar ao que eu me refiro quando digo: “fiel visão teológica”. Este termo pretende explicar a fé. Não qualquer fé, mas a minha fé, que não é igual a nenhuma outra. Fé em um Deus que só pertence a mim, pois de uma forma especial me tocou incondicionalmente (Paul Tillich).

Tenho percebido que o que move o mundo é uma força chamada amor. Todos a querem, todos a buscam, muitos não tem consciência, mas todos precisam. Aqueles que encontraram esta força, que foi criada por um Deus que é todo poderoso, vivem em equilíbrio, vivem no שָׁלוֹם, Shalom, na Paz de Jaweh, percebendo o agir de Deus e se mantendo em um equilíbrio, baseado em fé, esperança, certeza que mesmo na guerra, no terror, na tempestade... Tudo ficará bem!

O mundo precisa de amor. São poucos os que encontram o Shalom, poucos vivem em equilíbrio. Estou me formando um cuidador, um protetor, alguém que as pessoas esperam que tenha as respostas para os seus problemas, dúvidas, inseguranças. As pessoas esperam que o pastor lhes dê o prumo. Mostre-lhes o caminho em que devem andar. Muitos tentarão me colocar em posição de guru das suas vidas. Quem sou eu para isso? O que tenho eu além de ti Senhor?

Preciso desta ligação, preciso desta profundidade de relacionamento, preciso descobrir: “o que significa quero misericórdia e não sacrifícios”. Preciso ter sempre em mente – nunca permitir esquecer – que essa busca é constante e sempre dependente da revelação de Deus. Que por ser Deus nunca se revelará por completo, pois Ele é absoluto e não pode deixar de ser. Confuso? Pode até parecer, mas são fundamentos de crença, essência que não posso perder.

Nestas humildes linhas não pretendo ensinar nada, somente abrir o coração e com simples crônicas levar ao meu Senhor um louvor por tudo que Ele faz, por toda demonstração de amor, por alimento que nunca faltou, pelas providências que tomou. Louvor por um Deus que amo, porque primeiro me amou. Pela fé que faz brotar em mim a partir do entendimento, pois eu posso pensar. Não que eu procure entender para crer, mas porque eu creio para entender. Faço minhas as palavras de Anselmo.

“Procuro o Teu rosto, Senhor, redobradamente o procuro. Portanto, agora, Senhor meu, ensina meu coração sobre onde e como te procure, onde e como te encontre. Se não estás aqui, Senhor, onde Te procurarei estando ausente? Mas se estás por toda a parte, por que não me apercebo da Tua presença? Sem dúvida habitas numa luz inacessível. E onde está essa luz inacessível? Ou como terei acesso à luz inacessível?”. Recebe Senhor minhas palavras de louvor por 1 ano e meio de aprendizagem ministradas por 50 anos de experiência.

Texto Originalmente postado em meu MySpace.com

Kalleu Natividade

quinta-feira, 1 de julho de 2010

sábado, 26 de junho de 2010

Leonardo Boff fala sobre Marina Silva

Vem Marina!

MahatMarina- Jingle Marina Silva

sexta-feira, 25 de junho de 2010

domingo, 20 de junho de 2010

sexta-feira, 18 de junho de 2010

POESIA: Eu só e Deus; é Eu Sozinho.

18.06.10 – 12h am

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Preciso do outro,

Me relacionar.

Não há razão na vida para estar só.

Mais espero.

Não é bom que o homem esteja só.

Deus te quero!

Mas Deus e Eu, mesmo assim estou só.

Esse Deus que me criou do pó.

Não quer nos relacionamentos nenhum nó.

Eu sozinho não foi o que Deus planejou, tem dó.

A vida tem sua melodia, sua letra e seu tom.

Nessa canção cantam ao menos três.

Quem sabe em trio, em coral, vocês.

Unam-se cada vez mais. Na razão da sua esperança.

Lembrando que no coração de Deus há temperança.

De encontro com o outro eu me percebo.

Nessa aventura em grupo é que eu cresço.

sábado, 17 de abril de 2010

Mais que Diabo é Twitter?

O post, que é do ano passado mas ainda tem o conteúdo bem atual, foi feito e publicado por Havi Brooks no Fluent Self e traduzido por Claudia Belhassof.

Começa o grande desmascaramento

Sabe de uma coisa? As pessoas falam muitas coisas ruins sobre o Twitter, mas isso acontece porque elas estão fazendo tudo errado. Podemos culpá-las? Bem, podemos, mas, por favor, não o faça. Não é culpa delas. Eu culpo os mitos sobre o Twitter. Sim, é absurdo que algo tão novo já tenha gerado uma pilha de mitos e lendas, mas eles estão por aí – então vamos desmontá-los. É hora de desmascarar, meus amigos.

Mito #1 sobre o Twitter: É um “microblog” ou coisa parecida.

Ah, não. O Twitter não é isso. Não é um “microblog”. Ninguém diz: “Ai, ai! Sabe do que estou com vontade hoje? De microblogar!” Eca. (E, aliás, mesmo que tecnicamente houvesse algo chamado microblog, e daí? Microblog – para nós, que não somos consultores de mídias sociais – é uma palavra vazia, sem graça e sem sentido. Blargh.). De qualquer maneira, não importa se é ou não, porque todo mundo está errado e, na verdade, todo o debate enfadonho sobre “Ei, o que é o Twitter?” está completamente terminado, pois o Twitter é, no final das contas, um bar. É um bar. É aquele bar/café local que você frequenta. Um bar/café local multidimensional. *Só que é online. E às vezes você conecta pelo seu celular. É, eu sei. É o futuro; aceite-o.* Por que você frequenta o bar/café local?

Porque é a sua praia. A sua praça. É onde seus amigos estão. É onde você faz novas amizades. É onde você vai porque, às vezes, ser inteligente e divertido apenas na sua mente não leva a lugar nenhum. É sempre legal lá? Não, às vezes é uma droga. Talvez ninguém de quem você goste esteja lá. Talvez aquele novo bartender só toque músicas esquisitas. Então você vai embora. Mas volta depois porque os bons tempos são muito, muito bons.

Esse bar/café/qualquer coisa tem as pessoas mais legais do mundo e, sim, algumas que não são muito a sua praia. Ei, cabe a você escolher onde sentar. Se você sentar perto de pessoas que estão falando alto ao celular, soprando fumaça de charuto na sua cara ou dando em cima de você, sim, provavelmente o local será nojento e horrível. Se você encontrar um canto onde um grupo de pessoas inteligentes e interessantes estão conversando sobre coisas inteligentes e interessantes, o local será envolvente e aconchegante. E divertido. Se você chegar e não falar com ninguém, você deve se perguntar por que simplesmente não ficou em casa tomando sua bebida preferida. Sim, nesse caso, o local será chato. Portanto, pode ser o melhor bar do mundo ou simplesmente aquela espelunca da esquina. A escolha é sua.

Mito #2 sobre o Twitter: A ideia é responder à pergunta “O que você está fazendo?”

 

Não, não, não. Esse é um erro de proporções quase trágicas, involuntariamente perpertuado pelo infeliz sistema do Twitter. Se você tentar seguir as regras to Twitter, vai se perder rapidamente. Logo de cara eles pedem para você brincar respondendo à pergunta “O que você está fazendo?” Não responda a essa pergunta! Péssimo começo. Fail. O Twitter não é para você dizer “o que está fazendo”, do mesmo modo que as conversas no mundo real não são para você dizer “e aí, quais são as novidades?”, embora possam começar dessa maneira. Se você tentar falar sobre o que está fazendo (a menos que você esteja encaixotando um poodle ao mesmo tempo em que anda de pernas de pau com sua trupe de poodles malabaristas), quase sempre será chato.

E a primeira regra do Twitter é “Não seja chato!” Pior: você pode querer ser honesto. Pode dizer coisas como “comendo uma banana” ou “levando meu filho ao treino de futebol”. Lembro a você a primeira regra, citada ali em cima. Então, o que você deve digitar naquela pequena caixa? Bem, a pergunta que o Twitter realmente quer fazer é “O que você está pensando? Não, o que você está pensando de verdade?”

Ou: “O que você acha do que está pensando?” Ou: “Que tal deixar aquela voz na sua cabeça falar por um instante, hein?” Sabe aquela voz interior? Aquela que faz comentários sérios sobre coisas engraçadas, significativas, palhaças e profundas que você normalmente mantém para si mesmo e ninguém chega a conhecê-la? O Twitter é o novo lar dessa voz. É o local que essa voz frequenta. Porque essa voz precisa ter voz. Quero dizer, ela precisa de um bar.

Mito #3 sobre o Twitter: Ele consome muito tempo.

 

Ah, não. O Twitter não precisa ser outra ferramenta de procrastinação. Mais uma vez, acho que você está fazendo tudo errado. Bastam apenas alguns segundos para digitar alguma coisa lá. Afinal, há um limite de 140 caracteres. Depois você gasta de três a cinco minutos para ver o que as outras pessoas estão fazendo, e pronto. Normalmente é um intervalo mais curto do que o buraco sem fim do “Ah, vou dar só uma olhadinha no meu e-mail”. E aqui eu rapidamente coloco meu chapéu gigante que diz “Oi, acabei de escrever um livro sobre o fim da procrastinação” para que você confie na minha experiência no assunto. O Twitter de forma alguma é seu inimigo. Não é.É um dos poucos intervalos de boa duração que você encontra na internet.

O Twitter é uma pausa. E as pausas fazem bem à alma. Sim, ele pode consumir seu tempo. Como qualquer outra coisa. Inclusive encaixotamento de poodles. Mas, se você usá-lo com cuidado, como um entra-e-sai rapidinho, o Twitter é, na verdade, uma ferramenta de produtividade. Uma ferramenta de produtividade divertida que também funciona como a mais esquisita e mais bem-sucedida técnica de marketing de todos os tempos, além de ser um bar. Quer mais?

Mito #4 sobre o Twitter: Não há problemas em Twitterville.

 

Okay, esse é um mito que eu acabei de inventar. Um mito mítico, se você assim desejar. O Twitter está muito, muito longe de ser uma região sem problemas, mas aqui estão as três questões principais e suas soluções:

(1) Assim como em qualquer bar, existem pessoas que entram para brigar. Algumas são pessoas que realmente gostam de uma boa briga e outras são trolls malvados, cheios de ódio e que gostam de magoar as pessoas. Se você não gosta de brigas, não fique perto da mesa desse grupinho.

(2) E, como em qualquer bar, existem uns caras esquisitos que querem lhe pagar uma bebida. Você usa a linguagem do corpo para fazer com que eles se afastem (o botão de block no Twitter) e, se eles avançarem, denuncie-os a @oddfollow e ao pessoal do Twitter.

(3) E, é claro, temos a Fail Whale, a famosa baleia. Às vezes o Twitter cai, e normalmente quando você mais precisa daquele uísque ou café ou qualquer coisa metafórica e suas mãos estão tremendo. É hora de enfrentar o fato de que você está viciado no Twitter. Não se preocupe. Você não está sozinho. Pegue as bobagens que você ia espalhar pelo mundo e transforme em um post. Mais tarde o Twitter volta ao ar. Faça parte do Fail Whale Fan Club. (Não estou brincando, existe um fã clube da baleia.)

Ou você pode simplesmente ir até o site IsTwitterDown.com e apertar o botão de refresh várias vezes seguidas, como um rato pulando por uma bolinha de comida apetitosa. Todos passamos por isso. Não se preocupe. Você vai ficar bem. Vejo você na happy hour, viu? Se quiser me seguir, meu username é @havi. Só para você saber, às vezes eu falo coisas terrivelmente inadequadas que eu jamais diria aqui. Porque o Twitter é um bar. E também é meu local favorito na internet. É onde aquela voz na minha cabeça gosta de ficar. E eu normalmente vou aonde ela vai. Se você quiser que eu o siga, fale sobre poodles. Ou puxe assunto. Eu não mordo.

Agradecimentos especiais a Laura Fitton (@pistachio), que acidentalmente inspirou este post por ser uma pessoa muito legal.

domingo, 4 de abril de 2010

Enquanto isso no TWITTER

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Não consigo acreditar que o mesmo deus que nos deu inteligência,

razão e bom senso nos proíba de usá-los.

@_adryelle Outro detalhe: A biblia foi compilado no ano 700 d. c. - entao fica dificil achar verdade em algum dos manuscritos.

@_adryelle Porque a biblia é um lindo romance que nao faz o minimo sentido e pode ser interpletado de mil maneiras.

@MariBoscolo Quer fé mais absoluta do que a de um demente?

Uma visita ao hospício mostra que a fé não prova nada.

 

Observação: Isto NÃO vem do MEU Twitter…

Que por sinal é @kalyl_clive  siga-me…

Sabe aquela pergunta que você não tem coragem de me fazer pessoalmente?

Me pergunte

S'il vous plaît!! (Se te agrada!!) –.O"

quinta-feira, 25 de março de 2010

Dois Lados

Será que para tudo na vida existem apenas Dois Lados? Direita ou Esquerda, para cima ou para baixo, por dentro ou por fora, caminho certo ou caminho errado, verdade ou mentira? Vamos Trabalhar alguns conceitos, primeiro o que a filosofia chama de falsa dicotomia:

A falácia da falsa dicotomia (também pode ser chamada de falácia de falso dilema, falácia de pensamento preto e branco, ou falácia de falsa bifurcação), descreve uma situação em que dois pontos de vista alternativos - freqüentemente, mas não necessariamente, dois extremos de um espectro de possibilidades - são colocados como sendo as únicas opções, quando na realidade existe uma ou mais opções que não foram consideradas. Exemplo: "Marcos está atrasado para o trabalho. Ou seu carro quebrou, ou dormiu demais. Ligamos para ele e não estava em casa, então seu carro deve ter quebrado." Esse argumento é um falso dilema, pois há muitas outras razões pelas quais Marcos poderia estar se atrasando para o trabalho. Se fosse de alguma forma provado que não há outras possibilidades, então a lógica apareceria. Mas até lá o argumento é falacioso. Fonte Wikipédia.

Costumamos fazer isso imediatamente a qualquer gatilho acionado. Não digo que levamos em consideração ou acreditamos ser verdade, digo que temos a tendência de julgar tudo de acordo com a nossa cultura, com nossos paradigmas¹. O que não significa erro. Qual o problema então?

O problema é se fantasiarmos que nossas idealizações, nossas sinapses infinitamente multiplicadas em situações de adrenalina e estresse² são reais verdades absolutas. Se não cuidarmos nossas emoções tendem a dominar nossa razão e a humanidade só pode ser encontrada no equilíbrio. É você que controla a sua emoção ou a sua emoção que controla você?

O segundo termo é o próprio DICOTOMIA, no sentido filosófico: “Nada caracteriza melhor o homem do que o fato de pensar” Aristóteles. O pensamento, a flosofia nos leva ao perfeito, ao ideal. Tudo que aqui vemos, que aqui temos são cópias imperfeitas daquilo que reside no mundo das idéias.

Corpo/alma – Esta idéia ganha maior expressão através do mito da caverna de Platão. Tudo que vemos não é real, são projeções distorcidas da realidade, do ideal. O que nos leva a pergunta, por que temos a concepção de que sendo corpo não somos perfeitos e há a alma que é perfeita?

Porque temos este desejo intríseco pelo perfeito?

Aristóteles cunha o termo entelecheia (enteles, completo, telos, fim, propósito e echein, ter) de onde de alguma forma surge a palavra Perfeição. A idéia é de alguma coisa ou força motora que em trabalho ativo para a realização de um alvo e determinado para tal, alcança toda sua potencialidade, e conseqüentemente, alcança a perfeição.

Deus?

A minha teologia, minha hermenêutica da vida, passa por estas idéias. Uma fuga equilibrada da falsa dialética e da dicotomia e uma certeza que Deus³ é um porto seguro de perfeição. Um ser que não se confunde e em si tem realizado toda a sua potencialidade de forma tal a abidicar de seu poder para acontecer na terra e nos ensinar a sermos humanos com Equilíbrio e não balançando entre DOIS LADOS ou pendendo para um4.

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¹ Ver PARADIGMAS no blog elemental O TOM DA PALAVRA.

² Ver CAIXA no blog elemental OLHAR DE ALÊ.

³ Ver DEUS NÃO É A VIDA! no blog elemental TEOANTROPOLOGIA.

4 Ver BALANÇA no blog elemental LUCASLOGIA.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Alê no País das Teologias

Cap. 1 – Para Baixo na Toca do Coelho Macedo

Um conto de Kalyl Clive¹

Alê estava descansando ao pé de uma árvore numa bela tarde ensolarada, ele adorava aquele parque, havia muitas árvores centenárias, um lago, gansos e patos, dos patos ele não gostava muito, mas adorava ler naquele parque e ver o mundo acontecendo. Alê é um garoto que tem um olhar muito especial, ele consegue ver coisas que ninguém mais pode ver, ou ninguém mais quer ver. Naquela tarde ele lia, seu olhar pesou sobre as páginas de Jilton Moraes, Homilética da Pesquisa ao Púlpito.

Acho que a leitura não era de todo seu agrado, cochilou ou pensou que cochilou, não sei, mas viu um coelho branco de olhos cor-de-rosa passar correndo de paletó e gravata que dizia para si mesmo “Oh puxa! Oh puxa! Tá amarrado! Saí encosto do atraso!”. Mas ele não achou nada estranho até o coelho olhar seu relógio de bolso, aqueles redondinhos com uma correntinha que prendemos no bolso interno do paletó, ele nunca tinha visto de perto um daqueles, só pelos filmes.

Ardendo de curiosidade começou a correr pelo parque atrás do coelho e viu a tempo ele entrar super rápido em uma toca próxima ao lago. No mesmo instante Alê entrou na toca seguindo-o sem pensar como faria para sair dali. A toca do coelho dava diretamente em um túnel, e então aprofundava-se repentinamente. Tão repentinamente que Alê não teve um momento sequer para pensar antes de já se encontrar caindo no que parecia ser bastante fundo.

Ou aquilo era muito fundo ou ele caia bem devagar, pois lhe restava tempo mais que o suficiente para analisar com seu olhar peculiar o que havia ao seu redor e para desejar saber o que seria de seu futuro.

Primeiro tentou olhar para baixo e compreender para onde estava indo, mas este futuro era incerto, muito escuro para que pudesse ver algo. Então decidiu olhar para o que estava ao seu lado, por todos os lados do poço e percebeu que ele era cheio de prateleiras: aqui e ali viu mapas e quadros pendurados em cabides. Alê apanhou um pote de uma das prateleiras ao passar: estava etiquetado “GELÉIA DE REVELAÇÃO SABOR LARANJA”, mas para seu grande desapontamento parecia estava vazio, não abriu. Pegou outro onde estava escrito: “GELÉIA DE INSPIRAÇÃO SABOR UVA”, mas não quis experimentar, ficou cheio de dúvidas em relação ao conteúdo. Ele não jogou os potes fora por medo de machucar alguém que estivesse embaixo e por isso precisou fazer algumas manobras para recolocá-los em uma das prateleiras.

Alê começou a imaginar quantos metros ele já havia caído, enquanto fazia as contas, cansou e dormiu. Assustou-se com o que parecia ser o fim da queda e realmente era. Caiu sobre uma pilha de coisas macias que não sabia o que era, ao sair do meio daquilo viu uma plaquinha onde estava escrito: “PROVIDÊNCIAS”.

Olhou para todos os lados e viu que estava em uma sala muito grande, grande mesmo para todos os lados, alta, profunda, longa, larga, comprida, espaçosa, ele achou que todos estes adjetivos lhe cabiam. Enquanto analisava a sala e tentava abrir, uma a uma, as milhares de portas que haviam ali viu novamente o coelho-do-relógio super apresado correndo e olhando para o seu relógio e exclamando: “Oh puxa! Oh puxa! Tá amarrado! Saí encosto do atraso!”. E passou correndo entrando em uma minúscula porta por onde ele nunca conseguiria passar de tão pequena que era.

Ainda ardendo de curiosidade começou a praguejar, estava preso naquele lugar, que tormento! Precisava de algo que viesse para lhe libertar. Foi quando percebeu que ao lado da plaquinha “PROVIDÊNCIAS” não havia mais aquela pilha de coisas onde ele havia caído em cima, no lugar estava uma mesinha e uma garrafa de suco, ele achava que era suco. Alê pegou a garrafa e viu que estava escrito: “SUCO DE ILUMINAÇÃO SABOR MANGA”. Bebeu! O que ele tinha a perder? Encolheu! Foi o que aconteceu.

Pois bem! Pelo alongar da hora depois retorno para continuar a história, mas antes já lhe respondo: O que sei desse conto é o que o próprio Alê me contou, ou acho que ele me contou, não sei. Dele conheço mais do que ele pensa e menos sei de seus mistérios que gostaria. Aproveito e ofereço este conto, como um Feliz Aniversário Atrasado... E para os demais, espero que vejam Deus nessas palavras, aliás, como diz Alê, Deus não se revela apenas através de 66 livros...

To be Continuará, on next Capítulo...

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¹ Baseado no Livro Alice no País das Maravilhas de Lewis Carroll

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