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Eu com Javé

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Nexo, Desconexo… Conexo!!!

50 anos do Seminário Teológico Batista do Nordeste

Crônica de Louvor

20

Estive pensando sobre o conceito de história e dentre as várias facetas, concordâncias e discordâncias, percebi que estou vivento um momento único. Meu segundo ano como seminarista - e possível teólogo - compreende o 50º ano de existência da instituição que subsidia a minha formação. Não consigo perceber a minha exiguidade diante de 50 anos de história. O que eu posso falar de algo que vibra, pensa e faz pensar a dois anos a mais que o dobro que tenho existido?

Começarei aqui apenas alguns textos descontinuados - na questão temporal - com a intenção de contar como é a vida de um seminarista. No próximo dia 12 (Julho) estarei começando o 4º Semestre, já possuo algumas histórias para contar sobre o mover de Deus através deste precário vaso e a cada dia que passa cresce em mim uma sede por conhecer e continuar a conhecer este Senhor. Este que espera uma relação de profundidade comigo, uma relação de amizade.

Como dito, meu irmão e minha irmã, não encontrará aqui uma ordem cronológica dos acontecimentos, mas uma tentativa de expor uma fiel visão teológica da vida no seminário. Para tanto gostaria de explicar ao que eu me refiro quando digo: “fiel visão teológica”. Este termo pretende explicar a fé. Não qualquer fé, mas a minha fé, que não é igual a nenhuma outra. Fé em um Deus que só pertence a mim, pois de uma forma especial me tocou incondicionalmente (Paul Tillich).

Tenho percebido que o que move o mundo é uma força chamada amor. Todos a querem, todos a buscam, muitos não tem consciência, mas todos precisam. Aqueles que encontraram esta força, que foi criada por um Deus que é todo poderoso, vivem em equilíbrio, vivem no שָׁלוֹם, Shalom, na Paz de Jaweh, percebendo o agir de Deus e se mantendo em um equilíbrio, baseado em fé, esperança, certeza que mesmo na guerra, no terror, na tempestade... Tudo ficará bem!

O mundo precisa de amor. São poucos os que encontram o Shalom, poucos vivem em equilíbrio. Estou me formando um cuidador, um protetor, alguém que as pessoas esperam que tenha as respostas para os seus problemas, dúvidas, inseguranças. As pessoas esperam que o pastor lhes dê o prumo. Mostre-lhes o caminho em que devem andar. Muitos tentarão me colocar em posição de guru das suas vidas. Quem sou eu para isso? O que tenho eu além de ti Senhor?

Preciso desta ligação, preciso desta profundidade de relacionamento, preciso descobrir: “o que significa quero misericórdia e não sacrifícios”. Preciso ter sempre em mente – nunca permitir esquecer – que essa busca é constante e sempre dependente da revelação de Deus. Que por ser Deus nunca se revelará por completo, pois Ele é absoluto e não pode deixar de ser. Confuso? Pode até parecer, mas são fundamentos de crença, essência que não posso perder.

Nestas humildes linhas não pretendo ensinar nada, somente abrir o coração e com simples crônicas levar ao meu Senhor um louvor por tudo que Ele faz, por toda demonstração de amor, por alimento que nunca faltou, pelas providências que tomou. Louvor por um Deus que amo, porque primeiro me amou. Pela fé que faz brotar em mim a partir do entendimento, pois eu posso pensar. Não que eu procure entender para crer, mas porque eu creio para entender. Faço minhas as palavras de Anselmo.

“Procuro o Teu rosto, Senhor, redobradamente o procuro. Portanto, agora, Senhor meu, ensina meu coração sobre onde e como te procure, onde e como te encontre. Se não estás aqui, Senhor, onde Te procurarei estando ausente? Mas se estás por toda a parte, por que não me apercebo da Tua presença? Sem dúvida habitas numa luz inacessível. E onde está essa luz inacessível? Ou como terei acesso à luz inacessível?”. Recebe Senhor minhas palavras de louvor por 1 ano e meio de aprendizagem ministradas por 50 anos de experiência.

Texto Originalmente postado em meu MySpace.com

Kalleu Natividade

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